Diárias em estabelecimentos de cinco estrelas podem chegar a ultrapassar a casa dos 500 dólares
De uma coisa o ramo hoteleiro não pode ser acusado: falta de criatividade. Depois de criarem hotéis até em guindastes, é a vez dos donos dos estabelecimentos apostarem nos monastérios. Se por um lado os conventos sempre foram hospitaleiros, inclusive obrigados por algumas ordens religiosas a abrigar quem quer que fosse, em tempos seculares eles se tornaram um bom negócio, com diárias de centenas de euros.
Uma onda no ramo tem feito com que as paredes dos conventos sejam derrubadas para criar cômodos maiores e com mais claridade, o encanamento seja trocado e os refeitórios transformados em restaurantes da alta gastronomia.
Junto a esses atrativos, os hotéis em monastérios oferecem algo que os demais não possuem: o ar de tranqüilidade e serenidade. Segundo a INTELLIGENT LIFE Magazine, a Europa e a América Latina possuem centenas de hotéis em antigos conventos.
Deste lado do Atlântico, o Hotel Monastério em Cuzco, no Peru, é um dos representantes do estilo. Inaugurado em 1965, a abadia onde fica foi construída em 1598, no centro da cidade, uma das mais antigas da América do Sul. A diária é salgada, de US$ 528 para um quarto duplo.
Em Praga, o Augustine é o representante da tendência. Por 379 euros a noite, o hóspede pode ocupar o quarto de um dos sete edifícios históricos, incluindo o monastério de São Thomas, de 1285.
Na Toscana, na Itália, é o hotel Certosa di Maggiano que chama atenção. O monastério que abriga o estabelecimento é de 1314, mas não deixa de oferecer piscinas a seus hóspedes. Desde que, claro, eles paguem 300 euros pela diária. Pois é, os tempos mudaram.